24 de julho de 2016

Crítica: Aliens - O Resgate (1986)


Demorou cerca de 7 anos para que Ellen Ripley (Sigourney Weaver) e o gato Jones fossem acordados de seus sonos após enfrentar um Alien 'Xenomorfo' em Alien: O Oitavo Passageiro (1986). A sequência da história veio com muita expectativa, mas ninguém esperava que fosse se tornar uma das maiores e melhores sequências de todos os tempos. Se você já viu Pânico 2 (1997, de Wes Craven), deve se lembrar do debate em uma das cenas falando sobre sequências de filmes, onde Aliens foi até mencionado por um dos personagens.

O responsável pela continuação não seria mais Ridley Scott e sim James Cameron, outro diretor que estava tomando seu caminho por Hollywood após dirigir O Exterminador do Futuro (1984). O cara era um novato naquela época e recebeu a oportunidade de comandar a continuação de um de seus filmes favoritos, mas com uma condição: só se Exterminador fizesse sucesso.


Quando isso aconteceu, Cameron procurou fazer um filme novo sem garimpar a fórmula do anterior. Isso então justifica a mudança de tom entre os dois projetos. Enquanto Alien procurava criar toda uma tensão e suspense em um ambiente gigantesco e ao mesmo tempo claustrofóbico, Aliens foca na ação, criando uma zona de guerra em uma plataforma abandonada.

Tal plataforma se localiza no mesmo planeta que Ripley e sua tripulação pousou no primeiro filme. No entanto, quando ela entrou em sono criogênico, sua nave ficou à deriva no vácuo por cerca de 60 anos! Por sorte, ela foi achada acidentalmente e trazida de volta, onde descobre que sua filha (que tinha 11 anos no filme anterior) já faleceu na Terra.

Ninguém chega a acreditar totalmente em sua história e ela fica mais desesperada ainda quando descobre que o planeta em que os ovos alienígenas estavam foi colonizado e moram pessoas lá. Sem seu cargo superior, Ripley está de mãos atadas. Mas a situação muda quando perdem o contato com o tal planeta, levando a desconfiar que tudo que Ripley relatou era real.


Ela então recebe uma proposta: Ir lá junto com um batalhão de soldados treinados para servir como consultora, ganhando de volta seu cargo. Mas ao chegar lá, a situação é pior do que se esperava. Quase toda a população que morava lá foi dizimada pelas criaturas e o batalhão é pego despreparado, fazendo com que Ripley se envolva na situação, principalmente após acharem Newt (Carrie Henn), uma garotinha sobrevivente que presenciou o ataque.

O que temos aqui é um filme tão bom quanto o seu antecessor, mas dentro de seus próprios aspectos. Como falei na crítica de Alien, os dois são diferentes por causa do principal foco da história. Admito que prefiro o primeiro por conta do suspense, que se perde um pouco aqui. O clima tenso e forte do anterior é substituído por "tiro, porrada e bomba", rs. Mas claro, ainda há boas doses de suspense, com cenas bem orquestradas e em adição, uma ótima trilha sonora composta por James Horner que contribui para isso.

Ripley se tornou uma figura bem mais presente e potente, assumindo a personalidade fodona que se tornaria, junto com a ótima atuação da Sigourney Weaver, na época mais famosa que nunca, já que fez a Dana em Os Caça-Fantasmas (1984). Pra completar, ela foi indicada ao Oscar de 87 pelo papel! Ela contracena com um interesse amoroso, interpretado por Michael Biehn (o Kyle Reese d'O Exterminador do Futuro). No elenco ainda tem Lanke Henriksen no papel de um androide.


Fica para opinião de cada um se a sequência supera ou não o original. Particularmente, prefiro Alien por ser um filme mais focado no suspense e tensão. No entanto, Aliens é um filme que merece tanto mérito quanto seu predecessor, já que se tornou um ícone da ficção científica que nessa semana completou 30 anos!
por Neto Ribeiro

Título Original: Aliens
Ano: 1986
Duração: 137 minutos
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco: Sigourney Weaver, Michael Biehn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Carrie Henn, Bill Paxton, William Hope, Jenette Goldstein, Al Matthews


Description: Rating: 5 out of 5

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